sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um Meteoro Chamado Janis Joplin

Janis Lyn Joplin nasceu em 19 de janeiro de 1943,na cidade de Port Arthur, estado do Texas, EUA, e até hoje é reconhecida como uma das vozes mais marcantes do blues, sob influência do rock, que já passou pelo nosso planeta.

                      janis criança
Na infância cantou em coral e já ouvia muito blues.

Ela foi eleita o garoto mais feio do colégio. Desde mocinha, enfiava o pé na jaca com convicção: uísque, maconha, anfetaminas, ácido, tabaco, vodca, cocaína, metadona, heroína e biscoito com marmelada. Nos tempos de universidade iniciou uma postura rebelde cantando blues e folk. Em 1963, foi morar em San Francisco, onde trabalhou como cantora.
Nesta época já era usuária de drogas e bebidas, o que logo comprometeria a sua vida. Retornou para a sua cidade de origem para cuidar de problemas de saúde; em 1966, retorna a San Francisco onde fortalece sua dedicação pelo blues e aproximação com o grupo musical Big Brother & The Holding Company, do qual se torna vocalista, além de se inserir bastante na comunidade e tendência hippie, o que era muito forte em San Francisco.
Além de Janis Joplin, a banda Big Brother and the Holding Company era formada por Sam Andrew , James Gurley, Pete Albin e David Getz, a banda foi lançada pela gravadora Mainstream Records. A voz de Janis Joplin encantou a crítica e o público, a rouquidão impressa na versão de “Summer Time” contagiava a todos do festival de Monterrey, em 1967.
O sucesso levou a banda para a Columbia Records, que lançou o álbum “Cheap Thrills” em 1968, consagrando a cantora. A carreira solo de Janis Joplin foi iniciada em 1969, sua fama só aumentava sobre uma personalidade instável e dependente das drogas.
Em sua carreira solo formou a banda Kozmic Blues Band e depois a Full Tilt Boogie Band.

                   janis_joplin

JANIS NO BRASIL

Quando veio passar o Carnaval no Rio de Janeiro, para espantar o blues e dar um tempo na heroína (que, na época, não existia por aqui), Janis Joplin estava prestes a lançar sua obra máxima - Pearl, disco lançado postumamente em 1971. Ela morreria oito meses depois de sua passagem pelo Rio, aos 27 anos, oque falarei mais adiante.

Fez um obscuro show num inferninho de Copacabana, foi expulsa de um hotel e quase foi presa na praia, incidentes que a levaram a declarar à revista Rolling Stone, depois da viagem: "Se você tem cabelo comprido, te expulsam de um lugar e nunca deixam entrar. Os tiras estupram as pessoas, colocam cães no saco dos caras. O melhor mesmo foram umas noites em que cantei com uns amigos num puteiro". Com vocês, uma das poucas mulheres que, literalmente, peitaram a ditadura Médici. O fotógrafo Ricky Ferreira hospedou Janis em seu apartamento e foi seu guia por bocadas e baladas cariocas.

Em Copacabana, fomos a uma boate de prostitutas, marinheiros e gringos. Lá ela encontrou o Serguei. Ele estava cantando com uma orquestra cafonérrima e a reconheceu. Parou tudo, declarou "senhoras e senhores, estamos com a maior cantora de todos os tempos", e a chamou para o palco - uma coisa super fuleira, um lugar horroroso. Então, ela mandou a orquestra parar e cantou "à capela". Meu amigo, foi um negócio de arrepiar... tão impressionante que todos os marinheiros, putas e cafetões mandaram drinks para a nossa mesa. Bebemos até cair! conta o fotografo e amigo brasileiro de Janis Ricky Ferreira, em entrevista q deu a revista Trip.

Trabalhou na composição do álbum Pearl com as músicas “ Me and Bobby McGee” e “Mercedes Benz”, porém o álbum foi um lançamento póstumo com duas faixas a menos, dias após as gravações a cantora havia sido encontrada morta num quarto de hotel.
Joplin morreu em 4 de outubro de 1970, na cidade de Los Angeles, Califórnia, aos 27 anos de idade, de overdose de heroína. A cantora foi homenageada de várias formas, as cinzas de seu corpo cremado foram jogadas no Oceano Pacífico.

Detalhe curioso: No seu Testamento Janis, deixou cerca de 50 Mil dolárespara que seus amigos comprassem Whysk para a festa de sua morte.

Abaixo um video da Janis, ainda na época que fazia parte do Big Brother, no festival de Monterey, cantando "Ball in Chain"

Abaixo, deixo algumas da minhas musicas da Janis favoritas, pra quem não conhece e pra quem já conhece, é só dar o play e deixar carregar por uns 10 segundos:

Cry Baby
 

Maybe - Ao Vivo

  Me And Bobby McGee

E é isso, semana que vem Falarei sobre outra Lenda do Rock \o/

2 comenta ai porra:

gi_cogu disse...

(Chorando)

amo ela...
ela foi e , sempre vai ser, a melhor de todas!!!!

Feelin' good was easy Lord, when "she" sang the blues!!!!

John L Carth disse...

QUANDO PENSO EM Janis Joplin fico imaginando que existem pessoas que querem viver e vivem de maneira tão rápida e tão intensa que consomem em poucos anos, tudo o que tinham para consumir durante uma vida que os levasse ao amadurecimento e á velhice. São aceleradas, sua velocidade é tão grande, vibram tão intensamente em tudo que fazem que é impossível para a pessoa de velocidade comum acompanhá-las. Assim, pessoas como Janis são estranhas no meio dos humanos normais, de velocidade padrão e os lentos.
Deve haver em todos nós algo como uma chama, um energia em cota, dada para que gastemos ao longo da vida e que depende de nossa administração, não será acrescida nem será diminuída simplesmente porque queiramos.
Podemos reconhecer pessoas “Joplins”. São rápidas e ruidosas, é um brilho momentâneo que vai surgir, encantar, as vezes, deixar tontos os parâmetros conhecidos e vão desaparecer, na verdade, essas pessoas são as verdadeiras estrelas. Elas fazem tudo tão rápida e intensamente que não podem fugir da genialidade outorgada pela posteridade, mas são como perfume que embriaga apenas um instante e não se vê mais sua fonte.
Já os comuns, que vivem ao ritmo do dia a dia, gastam pouco, vivem poupando tudo e morrem sem que sejam percebidos pelos que ficam, com raríssimas exceções. Essa “raridade” faz com que a equivalência seja quase semelhante, porque não se trata de gastar inutilmente ou poupar indefinidamente, mas utilizar o recebido divino em benefício daqueles que permanecerão.

John Land Carth
29 de janeiro de 2009

 
©2007 Rock dos lokos Por Cláudio Farinazzo